Grandes redes de varejo de moda, como H&M e Zara, passaram a vender roupas de segunda mão em suas próprias lojas. As seções preloved reúnem peças usadas sob curadoria das marcas, atendendo às crescentes exigências de sustentabilidade do consumidor.
A tendência insere-se no movimento de moda circular. As peças vendidas nessas áreas podem ser de propriedade da própria marca ou de outras empresas. Inicialmente, a iniciativa respondeu à pressão por práticas mais sustentáveis no setor.
Contudo, o crescimento acelerado do mercado de revenda motivou as grandes varejistas. Elas perceberam que perdiam participação nesse segmento e decidiram disputar esse consumidor internamente. No Brasil, a adoção dessa prática ainda é incipiente.
Alguns movimentos recentes indicam um caminho diferente. O Grupo Azzas, por exemplo, encerrou a Troc, plataforma especializada em moda circular que havia sido adquirida pela holding. Apesar disso, a revenda mantém relevância no cenário comercial.
A entrada das grandes varejistas neste mercado, muitas vezes, segue a lógica de aumentar o volume de vendas. As marcas recebem roupas usadas por valores baixos, créditos para compras futuras ou gratuitamente, o que contribui para a margem de lucro das fast-fashions.

