Os planos de governo de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro convergem em temas de transição energética. Os documentos indicam apoio ao desenvolvimento de políticas para fontes renováveis, biocombustíveis e mercado de carbono no país.
Flávio Bolsonaro apresentou suas visões para os setores elétrico e de combustíveis ao registrar candidatura no Tribunal Superior Eleitoral. O programa do senador abraça iniciativas desenvolvidas no terceiro mandato de Lula. Os dois candidatos compartilham o foco em fortalecer a aplicação da Lei do Combustível do Futuro.
Em relação a combustíveis, Flávio defende transformar o Brasil em potência de biocombustíveis e ampliar o Programa RenovaBio para o exterior. Já o programa de Lula detalha avanços na lei, como a ampliação dos teores de etanol na gasolina para 32% e de biodiesel no diesel para 15%. O petista também prevê a expansão de combustíveis sustentáveis.
No setor elétrico, ambos sugerem modernizar a rede de transmissão e integrar novas fontes renováveis. O plano de Lula enfatiza a expansão da geração hidrelétrica com critérios socioambientais e a continuidade dos leilões de ativos de transmissão. O documento petista destaca o Nordeste como polo de atração de indústrias eletrointensivas.
Quanto ao armazenamento de energia, o plano de Flávio prevê a implantação de programas com baterias de grande porte. O governo Lula, por sua vez, planeja leilões de baterias para abrir uma nova fronteira de investimentos e agregar valor às cadeias de armazenamento nacional.


