O governo brasileiro iniciou o processo de aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos. A abertura do procedimento, anunciada na quinta-feira (13), dá ferramenta de pressão nas negociações, mas ainda não define se haverá retaliação às tarifas impostas por Washington.
A ação ocorreu após os EUA aplicarem, em 22 de julho, uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Essa medida seguiu uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos sobre práticas comerciais consideradas injustas.
Entidades como a Fiemg alertaram para riscos de escalada comercial. A federação indicou que tarifas sobre insumos e equipamentos poderiam elevar custos de produção e afetar empregos. A Amcham Brasil também pediu que o país evite contramedidas e intensifique o diálogo para reduzir sobretaxas.
O acionamento da Lei nº 15.122, de abril de 2025, não implica decisão imediata por tarifas contra produtos norte-americanos. A legislação prevê caminhos como consulta pública de até trinta dias e análise pela Câmara de Comércio Exterior (Camex).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a decisão, mas afirmou não pretender transformar a disputa em confronto com o governo norte-americano. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que a aplicação do processo ainda é incerta.


