O ensino médio estadual do Rio de Janeiro registra uma das piores notas do país, segundo o Ideb, e enfrenta carência de docentes em áreas como Química, Física e Matemática. Especialistas propõem medidas como a expansão para tempo integral e a melhoria das condições de trabalho dos professores.
A rede estadual conta com cerca de 28 mil professores para mais de 605 mil estudantes. No Ideb, o ensino médio estadual do estado recebeu nota 3,7, sendo a segunda mais baixa nacionalmente. Convergindo em pontos, os especialistas defendem ação imediata para evitar o acúmulo de deficiências de aprendizagem e a criação de uma política educacional estável.
Claudia Costin, presidente do Instituto Salto Roberto Moreyra, defende a ampliação do ensino em tempo integral, modalidade em que apenas 11% dos alunos da rede estadual estão matriculados. Outra proposta dela é aumentar vagas para que professores migrem ao regime de 40 horas semanais com dedicação exclusiva, visando fortalecer o vínculo escolar.
Gabriel Corrêa, do Todos Pela Educação, sugere que a Secretaria estadual de Educação estabeleça diretrizes de conteúdo bimestrais. Ele também propõe identificar dificuldades dos estudantes durante o ano, oferecendo reforço imediato com material específico. Corrêa defende metas individualizadas para cada escola, considerando sua realidade.
Rita Jobim, diretora-executiva da ONG Parceiros da Educação-Rio, enfatiza a necessidade de metas de melhoria específicas para cada unidade, devido à troca de oito secretários de Educação desde 2015. Carla Jucá, do Movimento Educação Rio, critica a progressão parcial adotada, defendendo, ainda, a ampliação de recursos via ICMS Educação.


