A gestora Laura Howenstine, que administra cerca de US$ 1,3 trilhão, defende uma estratégia focada em evitar grandes perdas em quedas de mercado. O fundo possui exposição abaixo da média nos Estados Unidos e manteve a Sabesp entre suas dez maiores posições no Brasil.
A filosofia da estratégia Global Quality Growth da Wellington Management prioriza a resiliência em vez do retorno máximo. Segundo a diretora de investimentos, é mais fácil aceitar um desempenho inferior a um índice de 20% do que sofrer uma perda de 25% quando o mercado cai 20%. Essa abordagem levou a gestora a apostas fora do consenso em momentos de euforia tecnológica.
Geograficamente, o fundo está sobrealocado na Europa e em setores de saúde e imóveis, enquanto reduz a presença nos Estados Unidos. A carteira, composta por setenta a setenta e cinco ações, busca diversificação além das grandes empresas de tecnologia, que perderam força em 2026, conforme apontado pela gestora.
No cenário nacional, a Sabesp foi selecionada por apresentar crescimento durável, margens de caixa altas e valuation atrativo. A estatal de saneamento divide posição no fundo global com empresas líderes em inteligência artificial. Para Howenstine, o conceito de qualidade envolve margens de caixa projetadas e o retorno sobre o capital empregado.
A gestora manifestou preocupação com os retornos futuros dos grandes fornecedores de infraestrutura de IA, que investem somas elevadas. Ela afirmou que o risco está no retorno, e não apenas no valuation, em meio ao ciclo de investimentos em tecnologia.

