A taxa de recusa de visto americano de turismo e negócios para brasileiros alcançou 14,87% em 2025. O percentual, que equivale a cerca de um em cada sete pedidos negados, integra um levantamento com dados oficiais do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
A análise, feita pela consultoria Viaggi Vistos, abrange os anos fiscais de dois mil seis a dois mil vinte e cinco. Ao longo desse período, o índice apresentou variações significativas. A mínima registrada foi de 3,2% nos anos fiscais de dois mil doze e dois mil catorze, enquanto o pico histórico foi de 23,16% em dois mil vinte.
O aumento acentuado em dois mil dezesseis, que chegou a 16,7%, foi atribuído pelo levantamento à crise econômica brasileira de dois mil quinze e dois mil dezesseis, marcada pela recessão. Especialistas consultados pela imprensa brasileira apontam que mudanças no perfil financeiro dos solicitantes podem influenciar a leitura de risco migratório pelos consulados.
Em dois mil vinte, a pandemia de covid-19 e o fechamento temporário de consulados americanos no Brasil concentraram o maior índice da série. Nos anos seguintes, a taxa caiu, mas manteve-se acima dos patamares pré-dois mil dezesseis. Em média, a recusa para brasileiros somou 10,7% nos vinte anos analisados.
Apesar da alta, o índice brasileiro em dois mil vinte e cinco está distante da média mundial. Naquele ano, a média aritmética simples entre as nacionalidades listadas pelo Departamento de Estado foi de 34,3%, mais que o dobro do índice nacional.


