A proposta de aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance, avaliada em US$ 111 bilhões, divide os principais exibidores de cinema dos Estados Unidos. Enquanto grandes redes defendem a operação, a Cinema United alerta para a concentração e redução na oferta de filmes.
Executivos de redes como AMC Theatres e Regal Cinemas apoiam a união. Adam Aron, CEO da AMC Theatres, e Eduardo Acuña, presidente da Regal Cinemas, argumentam que a combinação fortalece as empresas contra plataformas de streaming. A Cinemark, terceira maior rede, ainda não se manifestou sobre o negócio.
A Cinema United, principal organização de representação dos exibidores, teme que o aumento de poder dos estúdios reduza a programação de salas. O grupo aponta que mais de noventa por cento de seus membros administram menos de 75 telas, sendo mais vulneráveis às decisões dos grandes estúdios.
Por outro lado, David Ellison, CEO da Paramount Skydance, afirma que a empresa resultante lançará pelo menos 30 filmes anualmente. Esse volume seria superior ao de concorrentes como Disney e Universal, que lançam entre 16 e 20 filmes por ano, segundo informações do setor.
A transação também enfrenta obstáculos legais. Em julho, doze procuradores-gerais estaduais entraram com uma ação antitruste para impedir a operação. A Justiça federal suspendeu temporariamente o processo, e a Paramount concordou em adiar o fechamento até após o julgamento.


