O Grupo Casas Bahia divulgou, neste domingo, balanço do segundo trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões. O resultado, que contrasta com R$ 555 milhões de prejuízo no mesmo período do ano anterior, deve-se a efeitos contábeis não recorrentes.
O documento enviado ao mercado aponta que os R$ 10,1 bilhões negativos decorrem de R$ 9,1 bilhões em ajustes contábeis ligados à Fase 2 do Plano de Transformação da varejista. Três fatores concentram o impacto não recorrente: baixa de R$ 971 milhões em ágio, contingências de R$ 1,8 bilhão por revisões contratuais e reestruturação e imobilizado totalizando R$ 712 milhões.
Além desses valores, houve baixa de R$ 5,7 bilhões em Imposto de Renda diferido, medida que reflete projeções atualizadas de lucros tributáveis futuros. Apesar do prejuízo contábil, a receita líquida somou R$ 7,0 bilhões no trimestre, representando alta de 1,6% em comparação anual. O lucro bruto cresceu 10,9%, atingindo R$ 2,3 bilhões, com margem bruta de 32,9%.
Os indicadores operacionais mostram divergência do resultado líquido. O EBITDA ajustado recuou 9,4%, ficando em R$ 518 milhões, e o prejuízo líquido ajustado alcançou R$ 978 milhões. A varejista atribui a queda operacional ao ambiente de crédito restritivo e ao desempenho de lojas físicas.
A empresa avançou na Fase 2 do Plano de Transformação, fechando 298 lojas consideradas menos rentáveis nos últimos doze meses. O fluxo de caixa livre totalizou R$ 800 milhões no trimestre, indicando geração de caixa positiva, embora o patrimônio líquido tenha se tornado negativo em R$ 8,1 bilhões ao final de junho.


