O Goldman Sachs defende o desempenho das ações europeias, afirmando que o índice Stoxx 600 registrou alta de 10% em 2026. O relatório, divulgado na segunda-feira (10), desmonta mitos sobre a região, indicando que o mercado europeu se mostrou mais consistente que a narrativa comum sugere.
O indicador, que acompanha seiscentos companhias de diferentes portes em dezessete países, funciona como equivalente regional ao S&P 500. Segundo analistas do banco, desde o início de dois mil e vinte e cinco, o Stoxx 600 supera o índice norte-americano, mesmo diante de choques tarifários e crises de fornecimento de energia.
O estudo também contestou a ideia de que a concorrência chinesa ameaça gravemente as empresas europeias. O banco aponta que setores importantes do índice, como financeiro e farmacêutico, não estão diretamente expostos a importações de baixo custo. O setor automotivo, por sua vez, representa apenas um por cento da capitalização de mercado da Europa.
Sophie Huynh, gestora e estrategista do BNP Paribas Asset Management, explicou que a Europa pode se beneficiar da inteligência artificial como usuária, e não como desenvolvedora. Ela observou que o setor automotivo está descontado, mas o reconhecimento desse valor pelo mercado pode demorar de um a dois anos.
O Goldman Sachs reconhece o atraso europeu em áreas como desenvolvimento de modelos de fronteira em inteligência artificial. Contudo, os estrategistas do banco sugerem que esse atraso pode servir como proteção para investidores preocupados com riscos ligados à concorrência chinesa.

