Grandes empresas de tecnologia, como Amazon e Alphabet, registraram lucros significativos no segundo trimestre, mas uma parcela considerável veio da valorização de participações em startups de inteligência artificial. Esse cenário evidencia uma interdependência crescente entre as corporações e o mercado acionário.
Os ganhos com investimentos representaram cerca de 65% do lucro líquido da Amazon, em grande parte por conta da participação na Anthropic, uma das principais empresas de IA. De forma similar, análises apontam que mais de 70% do lucro líquido trimestral da Alphabet provém de investimentos em outras companhias, notadamente a SpaceX, da empresa de exploração espacial.
Essa dinâmica gera preocupação entre analistas, pois o financiamento da inteligência artificial passa a depender do sucesso das próprias empresas do setor. Um pesquisador do mercado financeiro, Matt King, afirmou que o que financia a IA é cada vez mais a própria IA.
O grupo das Sete Magníficas, que inclui as citadas empresas, registrou US$ 315,6 bilhões em lucro líquido no período de três meses encerrado em junho. Desse total, cerca de 42% foram provenientes de ganhos com investimentos, segundo King, ajustando os números divulgados.
A situação mostra que o mercado de ações deixou de ser apenas um reflexo da economia para se tornar um motor dela. Uma possível reversão nesse boom de IA geraria amplas consequências, segundo especialistas em economia.

