A Casas Bahia registrou prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre. O valor é 18 vezes superior à perda de R$ 555 milhões de 2025. A companhia justifica o resultado pelo impacto de um plano de redimensionamento da operação.
A empresa divulgou o balanço na madrugada deste domingo, informando que o prejuízo líquido atingiu R$ 10,1 bilhões. Este montante reflete efeitos contábeis não recorrentes de R$ 9,1 bilhões, gerados pela Fase 2 do plano de transformação.
O plano, iniciado em 2023, visa melhorar a eficiência e a geração de caixa. A nova etapa foca no redimensionamento da operação, o que incluiu o fechamento de 298 lojas. A administração afirmou que o fechamento visa aumentar a média do parque de lojas remanescente em 1,4 p.p.
Em termos de receita, a companhia obteve um crescimento de 1,6%, chegando a quase R$ 7 bilhões. Contudo, as despesas com vendas, gerais e administrativas aumentaram 17%, totalizando R$ 1,8 bilhão. A linha de outras despesas saltou para R$ 3,5 bilhões, comparado a R$ 49 milhões no ano anterior.
A Casas Bahia também explicou que uma operação de captação de recursos com investidores internacionais não foi concluída, devido à desistência do investidor âncora. A empresa avalia alternativas, incluindo uma possível nova recuperação extrajudicial ou judicial.


