O Papa Leão XIV pediu o fim da violência contra a população civil palestina na Cisjordânia, em um domingo (16). O apelo ocorreu em meio a ataques de colonos militantes e ao cerco à vila de Qusra, na região ocupada.
O pontífice renovou seu pedido à comunidade internacional para que tome providências que promovam a solução de dois Estados, visando uma paz duradoura e justa. As declarações foram feitas após as orações do meio-dia na residência do Papa em Castel Gandolfo, perto de Roma.
Grupos de direitos humanos descreveram o cerco a casas, após corte de água e eletricidade por colonos israelenses, como uma ação coordenada para avançar sobre o território destinado ao estabelecimento de um Estado palestino.
O Vaticano apoia a ideia de um Estado palestino, reconhecido por mais de cento e cinquenta dos cento e noventa e três Estados-membros da ONU, o qual inclui a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, com Jerusalém Oriental.
O governo de coalizão de direita do primeiro-ministro israelense supervisiona a construção de assentamentos na Cisjordânia. As Nações Unidas e a maioria dos governos consideram essas construções ilegais sob o direito internacional da ocupação militar.


