O Brasil celebra o Dia Nacional do Patrimônio Histórico em 17 de agosto. A reflexão atual se volta para o que fazer com os bens protegidos, pois o tombamento não garante a conservação material dos imóveis.
A política nacional de preservação, iniciada com a atuação de Rodrigo Melo Franco de Andrade, expandiu o conceito de patrimônio para além de edifícios. Hoje, o desafio migra do reconhecimento legal para a garantia de que esses bens mantenham sua função social.
No Rio de Janeiro, a entrega de chaves de onze imóveis históricos da Rua do Teatro, com apoio municipal, ilustra essa necessidade. A experiência aponta que a proteção jurídica isolada não impede a deterioração de um edifício, exigindo intervenção pública e uso para a manutenção.
Outro aspecto fundamental é o conhecimento do acervo. A recuperação de gravuras de Henri Matisse roubadas da Biblioteca Mário de Andrade destaca a importância de inventários detalhados antes do desaparecimento de um bem cultural.
Além disso, o registro da Feira do Ver-o-Peso em Belém como Patrimônio Cultural Imaterial demonstra que preservar também é transmitir saberes e práticas. A memória reside nas relações que as pessoas estabelecem com o lugar.


