O governo dos Estados Unidos discute a imposição de novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A discussão surge após uma investigação sobre a origem de uma reportagem que envolve o magistrado e outro ministro do STF.
As possíveis penalidades incluem o bloqueio de contas e ativos mantidos em território norte-americano, além da proibição de entrada do ministro no país. A análise considera a reimposição das sanções previstas na Lei Magnitsky.
Em julho de dois mil e vinte e cinco, o governo da época impôs sanções a Moraes. A medida foi anunciada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), ligado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Na ocasião, todos os bens do ministro nos EUA foram bloqueados.
Naquela época, a justificativa americana foi que Moraes usou o cargo para autorizar detenções arbitrárias e restringir a liberdade de expressão. O então secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o ministro conduzia uma “caça às bruxas ilegal” contra cidadãos e empresas brasileiras e americanas.
Os sanções foram revogadas em dezembro. Em um movimento anterior, Brasília negou a entrada de dois enviados do presidente Donald Trump devido a preocupações com interferências eleitorais.


