O governo dos Estados Unidos voltou a considerar a aplicação de sanções sob a Lei Global Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A possibilidade sinaliza uma deterioração nas relações diplomáticas entre Washington e Brasília, conforme informações obtidas por veículos de comunicação.
A administração americana avalia retomar as punições, mecanismo usado para sancionar estrangeiros por corrupção ou graves violações de direitos humanos. Moraes já havia sido incluído na lista de sancionados em julho de 2025. Naquela ocasião, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, acusou o magistrado de promover censura e detenções arbitrárias.
As sanções foram retiradas em dezembro de 2025, durante um período de aproximação entre o presidente americano e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, a atenção americana sobre Moraes cresce novamente, em parte, devido a uma investigação que reacendeu o debate sobre liberdade de imprensa no Brasil.
O ministro autorizou operações policiais contra um jornalista e duas pessoas ligadas a reportagens sobre o ministro Flávio Dino e sua família. Moraes alegou que as informações foram obtidas e divulgadas ilegalmente, colocando em risco a segurança da família do magistrado. O Departamento de Estado e a Casa Branca não comentaram os pedidos de informação, e o STF não se manifestou sobre o assunto.


