A Petrobras planeja gastar mais de R$ 3 bilhões na perfuração de quatro poços na bacia da Foz do Amazonas. Três dessas operações aguardam autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A estatal identificou hidrocarbonetos no primeiro poço explorado na região.
O valor previsto para a perfuração dos quatro poços servirá de base para o cálculo da compensação ambiental. O Ibama definiu o impacto ambiental do empreendimento em 0,5%, o grau máximo previsto, o que estimou a compensação em R$ 16,5 milhões. A perfuração do poço Morpho, que deve continuar até setembro, tem custo de quase R$ 843 milhões, gerando compensação de cerca de R$ 4 milhões.
A empresa pretende explorar os blocos Manga, Crotalus e PAD-Morpho, utilizando um novo navio-sonda no bloco 59, a 160 quilômetros de Oiapoque. O Ibama solicitou informações adicionais à Petrobras e ainda não autorizou a perfuração dos três poços restantes.
A pressão pela licença para a operação envolveu a Petrobras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e políticos do Amapá, incluindo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O Ibama autorizou a perfuração em outubro de 2025, permitindo a fase de exploração.
A atividade da estatal também gerou efeitos sociais em Oiapoque, intensificando a migração de moradores de outros estados para o município, segundo relatos acompanhados pela expansão de invasões.


