O Imposto Seletivo, chamado de “imposto do pecado”, entrará em vigor em 2027 e deve elevar os preços de bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros no Brasil. A tributação visa desestimular o consumo de produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
Especialistas apontam que o custo tributário será repassado ao consumidor final, mesmo que a alíquota específica ainda não esteja definida. Segundo Renata Baldin, especialista em finanças, a reforma tributária estabeleceu a cobrança mais gravosa sobre itens como bebidas alcoólicas, cigarros, refrigerantes e veículos poluentes.
A especialista detalhou que bebidas com maior teor alcoólico, como destilados, devem sofrer maior impacto proporcional. Vinhos e cervejas também sentirão o efeito, embora esta última seja a bebida mais consumida no país. Marcelo Marani, fundador do Donos de Restaurantes, alertou que estabelecimentos com margens apertadas precisam analisar como absorver o aumento sem perder demanda.
Francisco Arrighi, consultor tributário, afirmou que a reforma criou um regime específico para bares e restaurantes, com redução de 40% das alíquotas de IBS e CBS sobre alimentação, mas não sobre bebidas. Os preços nos supermercados também serão afetados, conforme detalhou Baldin, que espera reajustes visíveis a partir de 2027.


