O primeiro debate entre os candidatos ao governo de Minas Gerais focou na situação fiscal do estado, enquanto os participantes evitaram confrontos diretos com o senador Cleitinho Azevedo. As críticas mais intensas direcionaram-se à negociação da dívida estadual, tema central na disputa eleitoral.
Os encontros, promovido pela emissora, reuniram Cleitinho Azevedo, Mateus Simões, Alexandre Kalil, Gabriel Azevedo e Flávio Roscoe. Patrus Ananias não compareceu ao evento. Cleitinho Azevedo buscou uma aliança com Gabriel Azevedo para direcionar ataques à atual administração, embora o senador tenha evitado ofensas diretas ao republicano.
A dívida de Minas Gerais serviu de pauta para os adversários. Gabriel Azevedo afirmou que o estado encerrou 2025 com R$ 179,3 bilhões em dívidas reconhecidas, acusando as gestões Zema e Simões de afastar a recuperação fiscal. Kalil questionou o senador sobre o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), alertando que a isenção poderia agravar o rombo fiscal.
O senador Azevedo defendeu a adesão ao Propag como um “mal necessário”, citando que não é possível quitar a dívida, próxima de R$ 200 bilhões, em um único mandato. Ele também criticou o ex-governador Romeu Zema, dizendo que este deveria priorizar o diálogo com a União em vez de focar em campanha presidencial.
Outro ponto de tensão ocorreu entre Gabriel e Kalil sobre políticas para trabalhadores de aplicativos. O candidato do MDB criticou Kalil por apresentar um documento com mais de cento e cinquenta páginas, enquanto Kalil respondeu que estudava o estado com cuidado. A discussão escalou com acusações mútuas sobre o temperamento e a postura dos candidatos.


