O plano de governo do Partido dos Trabalhadores, para um eventual novo mandato de Lula, não contém compromisso com a construção de novos presídios. A taxa de ocupação de celas do sistema prisional, segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais, atingia 143,94% até o fim de 2025.
Apesar da ausência de menção a prisões no plano, o documento classifica como estratégica a “garantia de direitos” à gestão do sistema. Em contrapartida, as diretrizes de Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, preveem cinco novos presídios de segurança máxima, no modelo de El Salvador.
O déficit carcerário, que soma doiscentos e vinte e cinco mil, setecentos e vinte e seis presos excedentes, é baseado em cinco mil e vinte e seis vagas existentes. Quatrocentos e setenta e três mil, novecentos e dezoito vagas são destinadas a homens, e trinta e um mil, trezentas e quarenta e nove vagas, para mulheres, distribuídas em um mil, trezentos e cinquenta e cinco estabelecimentos penais.
Em outro cenário político, o patrimônio declarado do ex-ministro Paulo Pimenta, do PT, aumentou de cento e noventa e dois mil, oitocentos e setenta reais para um milhão, oitocentos e setenta e sete mil reais em quatro anos, representando alta de 870,3%. Nikolas Ferreira propõe que ajustes fiscais com cortes de gastos comecem pela classe política, inspirando-se em medidas argentinas.


