Luiz Gutemberg morreu neste domingo, dia dezesseis de agosto, aos 89 anos, em Brasília. O jornalista foi vítima de pneumonia e estava internado no Hospital do Coração. Sua carreira abrangeu grandes veículos e teve forte atuação na imprensa local.
Gutemberg construiu sua trajetória profissional iniciando no Rio de Janeiro, no final dos anos 1950, no Jornal do Brasil. Ao longo da carreira, passou por publicações como a revista Veja e a Rede Bandeirantes. Em Brasília, ele ocupou a direção do Jornal de Brasília, onde foi reconhecido pela capacidade de renovar a cobertura jornalística.
Ricardo Nobre, editor-chefe da versão impressa do Jornal de Brasília, afirmou que Gutemberg foi um grande inovador. Ele montou equipes de peso nas áreas política e econômica e era conhecido por sua habilidade na escolha de pautas e na confecção da primeira página.
Em 1997, Gutemberg implementou ideias inovadoras no Jornal de Brasília. Cláudio Tourinho, editor da época, relatou que o jornalista propôs uma estrutura mais participativa, chegando a sugerir uma redação circular. Além disso, ele introduziu o conceito italiano de pastone, com textos assinados.
Sua relação com a política também se estendeu à literatura. Ele foi biógrafo de Ulysses Guimarães, publicando em 1994 a obra dedicada à trajetória do político. Gutemberg também escreveu romances e peças teatrais, deixando uma marca na formação de profissionais da área.


