Uma influenciadora com mais de cinquenta milhões de seguidores no Instagram enfrenta resistência de grandes companhias em certas áreas. Analistas apontam que a decisão de uma marca de contratar um influenciador envolve fatores como reputação, histórico de exposição e alinhamento de valores.
A trajetória de uma influenciadora, por exemplo, gerou questionamentos públicos relacionados a campanhas de apostas. Ela foi ouvida pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets no Senado em dois mil e vinte e cinco. No ano seguinte, o Ministério Público do Distrito Federal ajuizou uma ação envolvendo a influenciadora e uma empresa de apostas, com alegações sobre a divulgação do setor.
Ana Carolina Gaivota, especialista em posicionamento e imagem, disse que ter muitos seguidores garante atenção, mas não assegura aderência a qualquer marca. Segundo ela, grandes empresas avaliam o contexto da construção da audiência e os riscos de uma parceria. Quando a imagem pública do influenciador diverge do que a companhia quer comunicar, o número de seguidores perde relevância.
Isabela Soller, especialista em gestão de carreiras, acrescentou que a análise de marketing de influência ultrapassa métricas de redes sociais. Para anunciantes de grande porte, o fator decisivo é a associação de imagem. Ela afirmou que, ao vincular uma personalidade à marca, parte da reputação da pessoa se liga à reputação da empresa, exigindo previsibilidade e coerência.
Pesquisas de imagem podem ajudar a separar a percepção construída online da visão do mercado. O levantamento permite identificar quais atributos devem ser reforçados e quais associações precisam ser administradas, visando uma narrativa mais consistente para o crescimento comercial da personalidade.


