Um candidato a deputado estadual teve parte de seus bens bloqueados há três semanas. A medida decorre de uma ação de improbidade administrativa que apura irregularidades no pagamento de diárias de ambulâncias da Secretaria de Saúde em Osasco. A retenção de R$ 1,2 milhão foi determinada pela 1ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Osasco.
A denúncia do Ministério Público Federal aponta que uma perícia técnica identificou aumento nos valores contratados entre dois mil e dezenove e dois mil e vinte e um. O custo mensal por ambulância teria subido de R$ 12.500,00 para R$ 35.000,00, o que gerou um superfaturamento estimado em R$ 1,2 milhão. O caso tramita em segredo de Justiça e ainda não teve julgamento definitivo.
O ex-prefeito já respondeu a outro processo antigo. Em dezembro de dois mil dezesseis, o Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Caça Fantasmas. A investigação visava desarticular um esquema de funcionários fantasmas e desvio de salários de assessores de vereadores, prática conhecida como “rachadinha”.
Naquela época, o esquema desviou R$ 21 milhões, e um total de catorze vereadores foram presos, incluindo o ex-prefeito. Sua detenção ocorreu três semanas antes de assumir o cargo de prefeito. Ele só foi preso na noite de Natal, após retornar do exterior, e teve liberdade concedida pouco depois.


