Investidores que detinham NTN-Bs (Tesouro IPCA+) com vencimento em 2026 resgataram cerca de R$ 257 bilhões nesta segunda-feira, dia 17. O valor, que não possui realocação automática, volta ao mercado financeiro após o vencimento ocorrido no sábado, dia 15.
O montante abrange as duas modalidades que venceram na data, a NTN-B Principal e a versão com juros semestrais, podendo haver variação até a liquidação devido à atualização inflacionária dos títulos. A maior parte desse capital é institucional; cerca de R$ 12,88 bilhões estavam com pessoas físicas, o que representa aproximadamente 5% do saldo, segundo cálculo da XP.
A ausência de aplicação automática exige que o investidor tome uma decisão ativa sobre o reinvestimento, o que levanta o risco de encontrar taxas menores no futuro. Com a Selic em 14% ao ano e o IPCA em 4,64%, o Tesouro IPCA+ paga juro real entre 7% e mais de 8% ao ano, patamares que a XP considera historicamente altos.
Diversos especialistas oferecem recomendações distintas. O Inter sugere reforçar a posição em IPCA+ com vencimentos longos, como 2032, 2040 e 2050, para travar prêmio real. Já a XP propõe combinar NTN-B Principal, ativos pós-fixados para liquidez e crédito privado de alta qualidade isento.
Bruno Corano, economista da Corano Capital, favorece o CDI e o IMA-S para agosto, mas alerta que um título IPCA+ 8% continua exposto a risco de marcação a mercado, crédito e liquidez, independentemente da taxa nominal alta.


