Conflitos entre Israel e Hezbollah, apoiado pelo Irã, eclodiram no Líbano, representando um revés nos esforços de paz no Oriente Médio. Ataques israelenses resultaram em onze mortes no sul do país, segundo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que afirmou que a ação foi retaliação a um ataque do grupo militante.
A escalada de hostilidades ocorre em meio a tensões contínuas. Além dos combates libaneses, Israel atacou o Hamas em Gaza, e os houthis, com base no Iêmen, atingiram navios no Mar Vermelho. As tensões na Cisjordânia também cresceram, com colonos israelenses sitiando casas palestinas, o que gerou condenação internacional.
A retomada dos combates no Líbano compromete o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. Esse acordo previa o desarmamento do Hezbollah e a eventual retirada de Israel do território ocupado. A situação também dificulta as negociações para encerrar a guerra entre os EUA e o Irã, cujo cessar-fogo de sessenta dias expira sem acordo sobre o Estreito de Ormuz.
O preço do petróleo Brent subiu mais de cinco% desde o início da semana passada, ultrapassando os US$ 88 por barril, devido à diminuição das perspectivas de reabertura do Estreito de Ormuz. O comandante-em-chefe do Exército iraniano, Amir Hatami, declarou que a hidrovia é um “ativo geopolítico dado por Deus à nação iraniana”.
Enquanto isso, um enviado para a paz, Jared Kushner, visita o Oriente Médio tentando acelerar o cessar-fogo em Gaza. Ministros de vários países do Oriente Médio emitiram declaração condenando a rejeição do roteiro de paz proposto por Israel, que inclui o desarmamento do Hamas e a retirada das forças israelenses.


