O Banco Central enfrenta restrições de pessoal e recursos para manter e expandir a infraestrutura do Pix, segundo Thiago Cavalcanti, presidente da ANBCB. A estrutura dedicada à segurança cibernética do sistema conta com apenas três pessoas, enquanto a equipe geral do método de pagamento é composta por cerca de cinquenta colaboradores.
Após registros de ataques cibernéticos no ano passado que geraram perdas milionárias, o Banco Central criou uma área para fiscalizar os Provedores de Serviços de Tecnologia (PSTs). Cavalcanti disse que a nova estrutura aumentou a demanda por pessoal para acompanhar essas empresas e impor regras de segurança mais rígidas.
O gestor apontou que o BC já lida com carência de servidores em outras áreas e criticou a falta de previsibilidade nos investimentos. Embora o valor nominal aplicado no Pix tenha crescido no último ano, a capacidade de investimento do Banco Central diminui quando os valores são corrigidos pela inflação.
A ANBCB informou que o modelo atual vincula investimentos em tecnologia e inovação ao orçamento fiscal e a contingenciamentos, dificultando o planejamento de longo prazo. O sistema exige aportes contínuos em inteligência artificial, análise de dados e segurança cibernética.
Cavalcanti afirmou que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 65 de 2023 permitiria ao Banco Central definir uma agenda de investimentos de longo prazo para o Pix. A proposta prevê orçamento próprio e custeio por receitas próprias, além de garantir proteção constitucional ao Pix.


