O terremoto que atingiu a Colômbia no dia dez matou duzentos e oitenta e nove pessoas, segundo balanço divulgado neste domingo. O evento colocou o governo de Abelardo de la Espriella sob escrutínio após a recusa inicial de equipes de busca e resgate estrangeiras.
A liderança de ultradireita, em sua primeira semana no cargo, declarou calamidade pública e suspendeu um giro pelo país. Inicialmente focado em ações de segurança e austeridade, o presidente teve que mudar o foco para o tremor de magnitude 7,4, que afetou onze dos trinta e dois departamentos.
A recusa de equipes internacionais foi a ação mais controversa de Espriella. A decisão foi anunciada mais de dois dias após o sismo, quando as operações já se aproximavam do fim da janela crítica de setenta e duas horas. Apenas equipes dos Estados Unidos, Israel, Equador e El Salvador foram aceitas, países alinhados ideologicamente ao novo governo.
O ministro do Interior, Rodrigo Lara, responsabilizou o governo anterior pela negativa, mas concordou com a decisão atual. Ele afirmou a uma rádio colombiana que a recusa teria partido da gestão da Unidade Nacional para Gestão de Risco de Desastres (UNGRD), que era chefiada por um amigo do antecessor.
O ex-diretor da UNGRD, Javier Pava, reconheceu que houve uma carta indicando que, naquele momento, não era necessário solicitar equipes especializadas. Ele disse ter se reunido com o chanceler para avaliar ofertas, aceitando apoio de Washington pela capacidade tecnológica.


