A dívida federal dos Estados Unidos se aproxima dos 39,91 trilhões de dólares em 12 de agosto de 2026. O desafio principal para o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, é o custo de renovar títulos emitidos com taxas baixas para os patamares atuais, que exigem refinanciamento a juros mais altos.
O Tesouro precisa rolar títulos que venceram durante a década de taxas baixas. Cada renovação substitui dívida barata por dívida cara. Essa característica estrutural do estoque de dívida se agrava com a maturação dos títulos.
O custo do serviço da dívida pública alcançou 963 bilhões de dólares entre outubro de 2025 e julho de 2026, conforme dados do Congressional Budget Office (CBO). Esse valor representa cerca de 3 bilhões de dólares por dia, um aumento de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado por níveis de dívida e taxas de longo prazo mais altas.
Analistas de mercado expressam preocupação com a gestão da dívida. Um estrategista macroeconômico dos EUA apontou que, com a política de gastos e o conflito em curso, será difícil aliviar a pressão no final da curva de juros. Outros observaram que o Tesouro chegou a um ponto em que desestimula bancos centrais estrangeiros a vender títulos americanos, sinalizando fragilidade no mercado.
Em agosto de 2026, Bessent ajudou a coordenar a primeira intervenção cambial conjunta entre EUA e Japão desde 2011. A intervenção visou conter a pressão do iene, um risco, visto que o Japão detém cerca de 1,1 trilhão de dólares em títulos do Tesouro americano.


