O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial no Foro Central Cível de São Paulo. A empresa comunicou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a solicitação, que aponta dívidas de 17,3 bilhões de reais.
A companhia justificou a medida pela piora das condições econômico-financeiras. Segundo a empresa, fatores como juros elevados, menor disponibilidade de crédito e aumento das despesas financeiras pressionam as operações. Casas Bahia afirmou que alternativas de liquidez que estavam em estruturação não se concretizaram.
A recuperação judicial visa organizar o pagamento e a renegociação das obrigações financeiras, permitindo a continuidade das atividades. A rede varejista declarou que manterá o atendimento aos clientes em todos os canais de venda durante o processo.
O pedido abrange nove empresas ligadas ao grupo, além do Grupo Casas Bahia. Entre elas estão a ASAP Log, CNT Soluções, Globex Administração e Serviços e a Indústria de Móveis Bartira.
Com a solicitação, o conselho de administração aprovou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária. Os acionistas deverão analisar e ratificar a decisão da administração de recorrer à recuperação judicial.


