O reitor da Universidade de Cambridge, Chris Smith, afirmou que as acusações de plágio contra o falecido acadêmico negro desencadearam uma “onda racista”. O professor, que era o mais jovem da história da instituição, foi encontrado morto em sua residência em Londres, aos 41 anos, na última sexta-feira.
Smith declarou que é importante investigar minuciosamente as acusações feitas ao acadêmico. Ele também disse ser preciso “recusar-se a participar de uma onda racista em torno de um determinado acadêmico”, sem citar o nome da pessoa.
O professor havia se demitido em cinco de agosto, após a divulgação midiática de alegações de que ele plagiou partes de sua tese de doutorado. Na ocasião, o acadêmico informou que havia “chegado ao limite do que qualquer pessoa pode razoavelmente suportar”.
A família do falecido atribuiu o ocorrido a uma “campanha de desinformação”. Uma página de arrecadação de fundos para os familiares acumulou mais de 146 mil libras até segunda-feira. Paralelamente, uma petição pedindo investigação pública sobre a cobertura da imprensa alcançou quase 32.400 assinaturas.
A Universidade de Cambridge enfrenta questionamentos sobre como lidou com as acusações e o tratamento dado ao professor. Smith defendeu que a apuração das acusações de plágio deve ocorrer, mas que não deve ser acompanhada por o que ele chamou de “onda racista” contra o acadêmico específico.


