A Casas Bahia solicitou recuperação judicial nesta segunda-feira, dia 17, após divulgar um prejuízo líquido superior a R$ 10 bilhões no segundo trimestre. O pedido ocorre em um momento desafiador para o setor varejista. Diversas outras empresas, como Vibra e Cosan, também divulgaram resultados neste período.
O balanço da Casas Bahia foi apresentado na madrugada de domingo, dia 16, após dois adiamentos. O prejuízo líquido do trimestre alcançou R$ 10 bilhões. Um ano antes, o prejuízo sem ajustes foi de R$ 555 milhões. Os efeitos contábeis não recorrentes impactaram o resultado em R$ 9,1 bilhões.
Com ajustes, o prejuízo líquido da varejista ficou em R$ 978 milhões, o que representa um recuo de 76,2% comparado ao valor registrado um ano antes. A empresa citou o impacto de um plano de redimensionamento, que incluiu o fechamento de 298 lojas, como fator para o resultado.
Outras companhias também apresentaram movimentações de mercado. A Cosan registrou prejuízo líquido de R$ 320 milhões no segundo trimestre, melhorando 66% em relação à perda de R$ 946 milhões do ano passado. Já a Vibra reportou lucro líquido de R$ 2,35 bilhões no período, um avanço anual de 705%.
No setor financeiro, a Telefônica Brasil aprovou o pagamento de R$ 350 milhões em juros sobre capital próprio. A Ecorodovias, por sua vez, aprovou a emissão de debêntures simples não conversíveis em ações no valor de R$ 1,03 bilhão.


