O Bank of America prevê que a Micron Technology terá lucros crescentes em 34% anualmente até 2030. A instituição aponta que a revolução da inteligência artificial alterou as regras do mercado de semicondutores, rompendo padrões de baixa cíclica.
A empresa registrou receita de 41,46 bilhões de dólares e margem bruta de 85% no terceiro trimestre fiscal de 2026, um avanço em relação aos 38% do ano anterior. O relatório do Bank of America projeta que, sob certas premissas, as vendas da Micron atinjam 377,3 bilhões de dólares até 2030, contra 280,5 bilhões de dólares no consenso de mercado.
O banco estima um crescimento anual composto de 30,7% nas vendas e de 34,1% no lucro por ação (EPS) até 2030, atingindo 236,16 dólares. Essa projeção contrasta com a avaliação atual da empresa, que precifica o fim do ciclo de alta antes que o crescimento se consolide.
O aumento na demanda por memória de alta largura de banda é um fator chave. A receita da DRAM da Micron subiu 343% no ano, enquanto a NAND cresceu 361%, conforme dados do terceiro trimestre fiscal. A memória HBM, essencial para os data centers de IA, possui oferta limitada.
Apesar da projeção otimista, analistas apontam que a meta de margem bruta de 80% é agressiva para o longo prazo. A competição crescente de outras fabricantes, como SK Hynix e Samsung, pode limitar o poder de precificação da Micron, forçando os resultados a ficarem mais próximos das estimativas atuais.


