A Marabraz solicitou recuperação judicial após enfrentar crise de liquidez que restringiu o acesso a recursos para capital de giro. O processo envolve cinco empresas e registra passivo de R$ 140,2 milhões, conforme petição apresentada à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo.
O grupo empresarial alegou que a situação financeira atual decorre de disputas familiares e societárias. Anteriormente, imóveis e centros de distribuição da família controladora funcionavam como garantias para operações de crédito junto a bancos, sustentando o modelo de negócios.
A ruptura desse arranjo fez com que instituições financeiras exigissem novas garantias, reduzissem limites ou aumentassem custos das operações. Esse cenário afetou diretamente o financiamento do capital de giro, essencial para a manutenção das lojas.
A empresa afirma à Justiça que a atividade varejista segue estável, mas a menor disponibilidade de crédito e o aumento dos custos financeiros dificultaram o cumprimento dos compromissos. Por isso, recorreu à Justiça para reorganizar as dívidas.
O processo judicial abrange Comercial de Móveis Jordanésia, S.V.C. Jaraguá Comercial, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis e Monta Móveis Prestadora de Serviços. A petição também mencionou mais de mil reclamações trabalhistas envolvendo o grupo.


