O mercado financeiro avalia os planos de governo do PT e do PL, que trazem visões opostas sobre a alocação de recursos e o tamanho do Estado. A direção do custo de capital no Brasil depende da credibilidade fiscal de cada proposta.
A dinâmica da Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) exige consolidação fiscal. O programa do PT defende manter o Arcabouço Fiscal, visando um déficit primário de 0,4% do PIB, por meio de tributação de fundos exclusivos e isenção de Imposto de Renda para até R$ 5.000. Já o plano do PL propõe uma reformulação fiscal com o “Tesouraço” de despesas, extinguindo no mínimo dez ministérios.
Sobre a inflação, enquanto o PT sugere controle via expansão de oferta e modicidade tarifária da Petrobras, o PL argumenta que a queda dos juros depende diretamente do equilíbrio fiscal e da redução da dívida pública. O Banco Central acompanha essas projeções, que influenciam os títulos soberanos.
Em relação ao mercado de trabalho, o PT foca na valorização real do salário-mínimo e no fim da jornada 6×1. O PL prioriza a flexibilização e a redução do “Custo Brasil”, defendendo a prevalência do negociado sobre o legislado. A formação de capital fixo, que oscila em torno de 17% do PIB, é vista de forma diferente pelas candidaturas.
O PT propõe que o Estado lidere o investimento via Novo PAC, com meta de R$ 1,3 trilhão, enquanto o PL defende um papel mais enxuto do Estado, focando em concessões e PPPs, projetando R$ 900 bilhões em quatro anos via iniciativa privada.


