O presidente Donald Trump criticou os exercícios militares anuais entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul. Ele prometeu reduzir o escopo do treinamento, classificando-o como inadequado e hostil à Coreia do Norte. A medida lança nova dúvida sobre a capacidade de Washington de ser um parceiro confiável no cenário internacional.
Trump afirmou em publicação em rede social que não está satisfeito com a participação dos EUA nos exercícios conjuntos com a Coreia do Sul. Segundo ele, os treinamentos são caros e inadequados em relação à Coreia do Norte. Ele instruiu o secretário da Guerra, Pete Hegseth, a reduzir substancialmente as atividades militares conjuntas.
A postura de Trump representa uma iniciativa concreta em relação à Coreia do Norte em seu segundo mandato, após ele ter promovido encontros com o líder Kim Jong-un em sua primeira gestão. Apesar disso, a Coreia do Norte é agora um estado nuclear, com apoio diplomático de Moscou e Pequim.
A descrição feita por Trump da República Popular Democrática da Coreia como “não ameaçadora e respeitosa” gera preocupação entre os aliados. Especialistas apontam que o regime norte-coreano aprimora suas capacidades de mísseis e nucleares enquanto recebe apoio da Rússia.
A sinalização de Trump afeta a Coreia do Sul, que já manifesta preocupações com a política de “América Primeiro”. Além disso, o alinhamento de Trump com Pyongyang atrai desconfiança de parceiros aliados, em um momento de aumento da hostilidade russa na Europa.


