A oposta Tifanny, atleta do Osasco São Cristóvão Saúde, manifestou-se contra a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). A regra restringe a participação de atletas designadas como feminino ao nascer em competições femininas. A jogadora considera a medida um retrocesso na luta por inclusão.
A atleta, que é a primeira transgênero a atuar na Superliga, declarou que a nova política representa um “enorme retrocesso”. Segundo Tifanny, a mudança afeta não só a carreira dela, mas também o clube, a torcida e o direito de todas as pessoas trans. Ela comparou a situação ao modo como as atletas eram testadas nos anos sessenta e setenta.
Tifanny, que joga vôlei feminino desde 2017 e foi campeã da Superliga em 2025, afirmou que não desistirá de suas ações. A CBV anunciou o novo critério na sexta-feira, dia 14 de agosto. A meta da confederação é adequar-se às normas do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).
Antes, o critério de elegibilidade pedia que os níveis de testosterona sérica ficassem abaixo de um limite definido. A nova determinação exige a apresentação de resultado negativo para o gene SRY. Este novo critério é válido para as edições atuais da Superliga e Supercopa, além de competições futuras.
Apesar do anúncio, a participação da oposta no Campeonato Paulista ocorreu após a Federação Paulista de Volleyball (FPV) informar que o Estadual seguiria o regulamento vigente no início do torneio. A FPV disse que analisará “eventuais medidas” para competições futuras.


