O governo dos Estados Unidos firmou um contrato de US$ 22,9 bilhões com a Raytheon, empresa do grupo RTX, para acelerar a fabricação de mísseis de cruzeiro Tomahawk. A Marinha americana concedeu o acordo, com duração de até sete anos, buscando aumentar os estoques da arma de ataque de longo alcance.
A meta estabelecida pela RTX é elevar a produção para mais de mil Tomahawks anualmente. Este míssil de precisão é lançado de navios e submarinos e atinge alvos a cerca de 1.000 milhas, aproximadamente 1.600 quilômetros, segundo a fabricante. O governo americano afirmou que o contrato visa dar previsibilidade à indústria, permitindo a contratação de trabalhadores e o fortalecimento de fornecedores.
O subsecretário de Guerra para Aquisições e Sustentação, Michael P. Duffey, declarou que o governo solicitou à indústria o aumento da produção de munições, e a RTX atendeu ao pedido. O objetivo, segundo Duffey, é ampliar a capacidade de equipar as forças americanas e manter a vantagem militar. A própria RTX relatou que, no primeiro semestre de 2026, entregou três vezes mais Tomahawks que no mesmo período de 2025.
O secretário interino da Marinha, Hung Cao, classificou o investimento como histórico, dizendo que a prioridade é garantir poder de fogo às forças navais e conjuntas para dissuadir ameaças. O movimento faz parte de um esforço mais amplo de Washington para recompor estoques e ampliar a capacidade industrial. Em fevereiro, a Raytheon já havia anunciado acordos para aumentar a fabricação de sistemas como AMRAAM, SM-3 e SM-6.


