O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial no Foro Central Cível de São Paulo. A companhia informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que a medida decorre de dificuldades econômico-financeiras, como juros altos e restrição ao crédito.
A empresa afirmou que o pedido visa uma nova fase de reestruturação financeira. O objetivo é preservar a continuidade das operações enquanto se organizam os pagamentos de obrigações. O Grupo Casas Bahia declarou que manterá suas atividades normalmente em todos os canais de atendimento durante o processo.
Segundo o fato relevante enviado à CVM, o cenário macroeconômico do país contribuiu para os problemas. A companhia citou taxas de juros elevadas, menor disponibilidade de crédito e aumento dos custos financeiros. Houve também a não concretização de alternativas de liquidez planejadas pela empresa.
Além do Grupo Casas Bahia, outras companhias foram incluídas no processo judicial. Estão no pedido a ASAP Log, CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística, Cntlog Express Logística e Transporte, Globex Administração e Serviços, Cnova Comércio Eletrônico, Integra Soluções para Varejo Digital, Casas Bahia Tecnologia e Indústria de Móveis Bartira.
Após a decisão, o conselho de administração do Grupo Casas Bahia convocou uma Assembleia Geral Extraordinária. Os acionistas deverão ratificar o ajuizamento do pedido, que foi adotado pela administração em caráter de urgência, visando a reorganização das dívidas.


