O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a redução substancial da participação americana em exercícios militares de dez dias na Coreia do Sul. A decisão foi tomada antes dos treinamentos, citando sua relação com o líder norte-coreano e a recusa de Seul em apoiar sua política contra o Irã.
O anúncio, feito por Trump em rede social, classificou os exercícios como um sinal inadequado e hostil a um país que, segundo ele, sempre se mostrou respeitoso. Em resposta, a Casa Presidencial sul-coreana afirmou manter coordenação com Washington sobre os treinamentos, que estavam programados.
A redução de tropas nos exercícios, que sustentam um tratado de defesa mútua de 72 anos, levanta questões sobre os compromissos de segurança dos EUA na região. O movimento ocorre enquanto a Coreia do Norte intensifica atividades militares, realizando vinte e quatro testes de mísseis balísticos desde o retorno de Trump ao cargo.
A postura de Trump também contrasta com o papel histórico da Coreia do Norte no desenvolvimento de programas de armas de Teerã. Especialistas apontam que a Coreia do Norte forneceu assistência técnica ao Irã, incluindo tecnologia de mísseis, durante o conflito entre Irã e Iraque, entre 1980 e 1988.
Além disso, o ato sinaliza uma tendência global de parceiros internacionais buscarem autonomia estratégica. Aliados tradicionais dos EUA estão diversificando suas alianças de defesa, optando por sistemas de defesa europeus ou formando pactos regionais independentes.


