O Departamento de Justiça dos Estados Unidos planeja usar várias agências federais para limitar o acesso ao aborto em todos os 50 estados, segundo um plano apresentado pelo chefe de aplicação da lei, Todd Blanche. A proposta envolve o uso do Departamento de Justiça e da Food and Drug Administration.
O Senado confirmou Todd Blanche como o principal oficial de aplicação da lei do país no dia oito de agosto. Antes dessa confirmação, comentários de Blanche indicaram um avanço na agenda antiaborto do presidente Donald Trump. Em uma gravação de áudio, ele descreveu a utilização dessas agências para encerrar o acesso ao procedimento.
A National Abortion Federation (NAF), organização que estabelece padrões clínicos para o cuidado, alertou para os perigos da ausência de fiscalização federal. A NAF aponta que o governo federal não apenas falha em proteger, mas também usa a lei para incentivar a violência contra clínicas de aborto. A organização está processando o Departamento de Justiça para barrar pagamentos feitos a infratores.
Relatórios da NAF indicam um aumento de cento e treze por cento nas ameaças de morte e dano desde a posse do presidente Trump. A união entre o Departamento de Justiça e a Food and Drug Administration para banir o aborto levanta preocupações sobre a separação entre ciência e política na saúde reprodutiva.
A NAF afirma que a expansão do acesso ao aborto requer defesa contra ataques que afetam mais comunidades marginalizadas. A organização prevê que Blanche buscará avançar o conceito de personalidade fetal no cenário legal moderno.


