As montadoras japonesas, como Toyota, Honda e Nissan, enfrentam vulnerabilidades devido a um possível conflito no Irã e à variação cambial do iene. Empresas registraram lucros recentes com a moeda desvalorizada, mas fatores externos geram incertezas para o setor.
Relatórios trimestrais recentes indicaram que as montadoras se beneficiaram da desvalorização histórica do iene. As duas primeiras elevaram projeções para o ano fiscal, enquanto a última registrou lucro após quase dois anos sem o resultado positivo.
Um iene mais forte impõe dilemas às fabricantes: aumentar preços em mercados externos, o que pode diminuir a participação de mercado, ou ver o lucro operacional cair em ienes por causa da redução do valor obtido no exterior. Um analista sênior da Bernstein, Masahiro Akita, informou que uma variação de um por cento na cotação do iene afeta o lucro operacional das montadoras em cerca de dois por cento.
O conflito no Oriente Médio também gera preocupações. Akita apontou para a possibilidade de mais interrupções na cadeia de suprimentos e aumento de custos. O Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho são rotas vitais para o fornecimento de alumínio e petroquímicos, como a nafta, usados na produção de veículos.
A disparada nos custos de matérias-primas é um fator adverso significativo. Akita explicou que a inflação de insumos, incluindo nafta, resinas ligadas ao petróleo, chips de memória e metais como alumínio, cobre e aço, impacta negativamente a lucratividade do setor.


