A economia da China perdeu força no início do segundo semestre, com a produção industrial e as vendas no varejo apresentando desaceleração. Os dados mostram a dependência do país em exportações para compensar a fraqueza do consumo e dos investimentos, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas.
A produção industrial cresceu 4,5% no mês passado em relação ao ano anterior, um índice menor que os 5,3% registrados em junho. O Escritório Nacional de Estatísticas divulgou os dados nesta segunda-feira. A previsão da agência Reuters era de 4,8% de crescimento.
O investimento em ativos fixos contraiu 6,7% nos primeiros sete meses de 2026, abaixo da queda esperada de 6%. O economista sênior Xu Tianchen, da Economist Intelligence Unit, afirmou que o desempenho fraco se deve, em parte, ao uso ineficaz das medidas fiscais, pedindo que as autoridades sejam mais ousadas ao gastar.
As vendas no varejo cresceram 0,6%, em queda em relação ao aumento de 1% visto em junho. Embora o setor imobiliário enfrente recessão, com queda de 3,2% nos preços de casas novas em julho, o retorno do consumo depende de mudanças estruturais no país.
Porta-voz do escritório de estatísticas, Fu Linghui, declarou em coletiva que as autoridades intensificarão ajustes nas políticas anticíclicas para impulsionar a demanda interna. Fatores climáticos extremos também impactaram a produção e as vendas no varejo no último mês.


