O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento por 180 dias de Daniel Itapary Brandão da presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) nesta segunda-feira, dia 17. A ação cautelar atende a um pedido da Polícia Federal, que apura possíveis ligações entre contratos públicos e um homicídio em São Luís em 2022.
A posição de Brandão no TCE-MA poderia influenciar investigações sobre contratos públicos e o homicídio. Documentos do próprio TCE-MA confirmavam sua presidência em 2026. Dino retirou o sigilo de decisões que mostram conexões entre suspeitas de desvio de recursos, emendas parlamentares e possíveis atos para dificultar apurações.
Um dos pontos centrais da investigação é o assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, ocorrido em agosto de 2022. A Polícia Federal apura se o crime se relaciona a disputas por valores de supostos pagamentos ilegais. Investigadores analisam possível cobrança de propina ligada aos contratos que motivaram a disputa.
A investigação também apura movimentos que visaram afastar membros do grupo político do governador Carlos Brandão das apurações. Raimundo Cutrim, ex-secretário estadual e delegado federal aposentado, está em prisão domiciliar por suspeita de coação de testemunhas. A apuração também encontrou comunicações entre o senador Weverton Rocha e o então ministro do Superior Tribunal de Justiça Humberto Martins.


