O Grupo Casas Bahia protocolou um pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A varejista informa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que possui um passivo total de R$ 17,3 bilhões. A solicitação ocorre após o registro de prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre.
O Conselho de Administração da companhia aprovou a medida, e o acionista controlador ratificou o pedido. O prejuízo do segundo trimestre foi 18 vezes maior que a perda de R$ 555 milhões apurada no mesmo período do ano anterior. Eventos não recorrentes, totalizando R$ 9,1 bilhões, influenciaram o rombo financeiro.
A empresa atribui a deterioração financeira ao ambiente macroeconômico desafiador. Segundo comunicado da companhia, fatores como taxas de juros elevadas, restrição de crédito e pressão sobre o consumo dificultaram a liquidez. O pedido judicial abrange nove empresas do grupo, incluindo ASAP Log e Casas Bahia Tecnologia.
Do total de R$ 17,3 bilhões em dívidas, cerca de R$ 16,4 bilhões são devidos a credores quirografários, dos quais há pouco mais de 19,4 mil. A petição pede à Justiça uma liminar para impedir a cobrança antecipada de dívidas e proibir a retenção de mercadorias pelas transportadoras.
No mesmo dia do protocolo, Fábio Spina, diretor vice-presidente Jurídico e Tributário, renunciou ao Conselho de Administração. Sirley Lima assumiu a liderança das áreas jurídica, tributária, de compliance e de controles internos, enquanto o grupo planeja manter as operações em todos os canais.


