A União Europeia planeja implementar novas sanções contra a Rússia a partir de setembro. A chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, afirmou que as medidas serão as mais rígidas desde o início do conflito na Ucrânia, visando aumentar a pressão econômica sobre o país.
Kallas declarou que as listas de sanções incluirão mais pessoas e entidades russas. Segundo ela, se as novas restrições forem aprovadas, o número de indivíduos, empresas e organizações sancionadas aumentará em um terço. O objetivo é manter a pressão econômica até o fim da guerra, conforme a diplomata afirmou.
Desde a invasão em larga escala da Ucrânia, em dois mil e vinte e dois, o bloco europeu aprovou vinte e um pacotes de sanções. O último pacote, aprovado em vinte e três de julho, atingiu mais quarenta e oito pessoas físicas e cento e setenta entidades. Este conjunto de medidas focou em setores cruciais para a economia e a capacidade militar russa.
No campo energético, a medida anterior suspendeu o ajuste automático do mecanismo de teto de preços do petróleo até quinze de julho de dois mil e vinte e sete. Essa ação busca limitar os lucros russos com exportações de petróleo, considerando a situação de mercado causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz. O pacote também impôs a obrigação de notificar a venda de navios-tanque de GNL.


