O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na 27ª Conferência Anual Santander que o Brasil deve ter a mesma intolerância contra a irresponsabilidade fiscal que possui contra a inflação alta. Ele defendeu que a responsabilidade nas contas públicas é essencial para a construção de consensos políticos.
Durigan mencionou a experiência da hiperinflação nos anos 1980, classificando a estabilidade monetária como um “ganho civilizacional” que o país não pode perder. Segundo o ministro, o próximo passo é estender esse padrão de rigor a decisões fiscais sem lastro.
O governo, afirmou Durigan, tem trabalhado para levar ao debate público a necessidade de evitar medidas sem fonte de receita e barrar a ampliação de privilégios. A discussão fiscal, ele explicou, se sustenta em um ambiente institucional estável que permita projetar expectativas futuras.
Sobre a reforma tributária, Durigan a colocou como parte do esforço de organização de contas no médio e longo prazo. Ele também relatou que duas travas na legislação devem reduzir a pressão de gastos obrigatórios em cerca de R$ 10 bilhões no próximo ano.
Ainda sobre dívidas, Durigan focou na dívida pública, mas citou o aumento do endividamento de empresas e famílias. O “desafio do juro do Brasil” é, em sua visão, o principal obstáculo nacional, embora a trajetória fiscal do Estado seja determinante para sua melhoria.


