Um deputado republicano do Texas acusou a consultoria global McKinsey & Company de promover práticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) que ele considera ilegais. O parlamentar aponta que os relatórios da firma influenciaram corporações americanas em um momento de alta no custo de vida do país.
Brandon Gill, deputado do Texas e presidente da Força-Tarefa de Defesa de Direitos Constitucionais do Comitê de Fiscalização da Câmara, mira a consultoria em uma nova investigação. Ele alega que a empresa publicou estudos que defendem práticas de contratação baseadas em raça e gênero, o que, segundo ele, viola o Ato dos Direitos Civis de 1964.
Gill enviou uma carta na segunda-feira, afirmando que os relatórios da McKinsey foram citados por empresas de capital aberto, gestores de ativos e instituições bancárias. Esses documentos, segundo o deputado, incentivaram a inclusão de metas raciais ou de gênero em processos de contratação e promoção.
O deputado questionou a validade das descobertas, citando um relatório econômico da Casa Branca de 2026 que estimou que as iniciativas de DEI custaram cerca de 94 bilhões de dólares à economia dos EUA em 2023. Ele também mencionou que estudos da McKinsey entre 2015 e 2023 alegaram que empresas com maior diversidade superavam financeiramente as demais.
Pesquisadores que avaliaram os estudos da McKinsey não conseguiram replicar os resultados e indicaram que a consultoria pode ter invertido a relação de causa e efeito. A empresa, por sua vez, afirma que o caso de negócios para igualdade de gênero, diversidade e inclusão é forte e crescente.


