A poluição ameaça os rios que deságuam na Baía de Guanabara e Sepetiba. Estima-se que entre oitenta e noventa por cento dos rios localizados em áreas urbanas do Rio de Janeiro apresentem algum grau de contaminação, segundo especialistas.
A degradação ambiental afeta a saúde da população e o ecossistema local. Renato Espírito Santo, presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Seção Rio de Janeiro (ABES-RJ), explicou que a água possui melhores condições apenas nas nascentes. Ao atravessarem regiões densamente ocupadas, os rios recebem esgoto, lixo e outros resíduos.
A Professora Dra. Vera Castilho, ligada à Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), listou riscos à saúde. Entre eles estão maior incidência de doenças de veiculação hídrica, como gastroenterites e hepatite A. A contaminação por substâncias tóxicas também afeta peixes e frutos do mar consumidos.
A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Seção Rio de Janeiro (ABES-RJ) aponta que rios como Faria e Jacaré recebem esgoto sem tratamento, o que reduz o oxigênio na água e prejudica a pesca artesanal. Para mitigar os problemas, a Dra. Vera Castilho recomenda evitar contato com águas contaminadas e consumir apenas água tratada.
O presidente da ABES-RJ frisou que ações como ecobarreiras são paliativas. Ele defendeu priorizar a universalização do saneamento básico e a fiscalização de lançamentos irregulares para reverter o quadro ambiental da região metropolitana.


