Diversos legisladores dos Estados Unidos, incluindo um senador republicano, criticaram a ordem do presidente Donald Trump de reduzir os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. A decisão foi tomada poucas horas antes do início dos treinamentos, previstos para segunda-feira (17).
O presidente argumentou que os exercícios enviam um sinal “inadequado e hostil”, considerando a boa relação com o líder norte-coreano. O senador Jack Reed, membro da Comissão de Assuntos Armados do Senado, classificou a ação como “insensata e improvisada”. Reed afirmou que China e Rússia observam como o presidente abandona aliados dos EUA.
Em sua publicação na rede Truth Social, Trump também mencionou a recusa da Coreia do Sul em participar de operações contra o Irã. O senador Reed declarou que reduzir exercícios para favorecer um ditador ou punir a Coreia do Sul faz com que aliados e adversários pensem que os compromissos dos EUA são negociáveis.
O senador republicano Thom Tillis também condenou a redução. Ele disse que diminuir os exercícios libera tropas da Coreia do Norte para apoiar o sequestro, tortura e assassinato de cidadãos ucranianos por Putin. A Coreia do Norte enviou tropas para auxiliar a Rússia na guerra da Ucrânia.
Na Câmara dos Representantes, os democratas Pramila Jayapal e Frank Pallone acusaram Trump de enfraquecer a democracia americana em troca de favores do líder norte-coreano. Os treinamentos militares entre Washington e Seul ocorrem desde a década de 1950.


