Um estudo recente indica que exames de sangue podem auxiliar clínicos gerais a identificar sinais biológicos do Alzheimer. O teste, que avalia proteínas cerebrais, alcançou cerca de 90% de precisão, auxiliando na triagem de pacientes com queixa de memória.
O procedimento não substitui a avaliação médica completa. Ele visa reduzir atrasos e evitar exames mais invasivos, direcionando a investigação especializada. Pesquisadores analisaram dados de mais de mil trezentos pacientes e cento e sessenta e cinco médicos.
O teste mensura a beta-amiloide e a tau fosforilada, proteínas ligadas à enfermidade. Atualmente, o padrão-ouro para confirmação da doença exige testes como exames de PET ou análise do líquido cefalorraquidiano, que são caros e pouco acessíveis.
A acurácia do exame foi de 85% na atenção primária, e entre 89% e 91% em serviços especializados, segundo os resultados. A vice-presidente de assuntos médicos da Associação do Alzheimer, Sheena Aurora, declarou que a notícia traz esperança aos pacientes.
O benefício maior reside em casos iniciais, onde há dúvida entre Alzheimer, envelhecimento normal ou depressão. Contudo, os especialistas alertam que o exame não deve ser usado isoladamente e a decisão final precisa considerar histórico e testes cognitivos.


