O Brasil iniciou uma articulação com os países do Mercosul e o Chile para integrar as cadeias produtivas de minerais críticos. A iniciativa foca em insumos estratégicos para a transição energética e prevê estudos de cooperação técnica.
O Ministério de Minas e Energia e a CAF, Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe, assinaram um acordo de cooperação técnica. O projeto terá duração inicial de doze meses e não é reembolsável. O objetivo é diagnosticar como os recursos minerais e as capacidades produtivas regionais podem formar cadeias comuns.
As ações incluem mapear o potencial mineral do Mercosul e do Chile. O estudo também projetará a demanda global por minerais estratégicos ligados à transição energética até o ano de dois mil cinquenta. A cooperação busca avaliar oportunidades em tecnologia, produção e regulação.
O acordo prevê a criação de uma base regional de dados minerais e um estudo comparativo dos marcos regulatórios. Uma carteira preliminar de projetos estratégicos também será elaborada. A estratégia brasileira visa reduzir a concentração da atividade apenas na extração e exportação de matérias-primas.
O documento foi assinado em seis de agosto pelo secretário nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral substituto, Anderson Barreto Arruda, e um representante da CAF.

